A “espetaculástica” virtualização !

Espetacu” de espetacular + “lástica” de fantástica ! E vamos desmistificar o porque de nosso conceito.

A virtualização para nós é um dos temas mais surpreendentes e instigantes da Tecnologia da Informação. Sabendo-se que estamos nessa “jornada” desde meados da década de 80, damos muita importância ao tema e estamos sempre estudando, aplicando, e sugerindo em consultorias a virtualização. E conforme muita gente pensa não é uma tecnologia nova, ela já vem sendo usada desde a década de 50 com mainframes (Computadores de grande porte e tamanho, com grande poder de processamento) em universidades e outros nichos acadêmicos sendo acessados por “terminais burros” (Computadores sem capacidade de processamento) e diskless (Sem HD´s), portanto usando todos os recursos de um mainframe de forma virtual.

– Primeiro na informalidade, explanando o tema de forma não técnica:

A virtualização é um recurso de se ter um computador dentro de outro. Com um software de virtualização instalado você consegue ter vários computadores virtuais dentro de um computador físico de forma semi independente, falamos de forma semi independente, pois alguns recursos virtualizados são compartilhados do PC físico, como memória, HD, portas USB, drivers de DVD e outros, pois a virtualização é uma camada a mais que trabalha entre o PC físico e os virtualizados, mas alguns são independentes como a placa de rede e suas configurações, pois se consegue ter redes virtuais independentes da rede física sem perda de performance. E cada PC virtualizado possui configurações independentes também, como quantidade de memória, espaço de HD e assim se consegue também simular memória virtual além da memória física do PC. Todos esses recursos proporcionam um “horizonte” enorme de possibilidades como um PC e/ou um notebook para testes, simulações de várias naturezas, e experimentações sem comprometer seu PC e/ou notebook físico.

O termo virtualização está diretamente ligado a informática, mas para nós de forma mais ampla pode ser aplicada a qualquer situação que simule a realidade de forma virtual. Exemplificando:

– Games de consoles e PC´s são uma forma de virtualização, já que simulam situações da vida real, só que de forma virtualizada. Um jogo.

– A mentira de certa forma é virtualização. Ficou surpreso ? Ora, mentir é uma citação de alguma situação e/ou circunstância real de forma fantasiosa e enganosa.

Até aqui já se justifica o adjetivo “espetaculástica”, e não tem como nos  instigar a imaginação e a vontade de experimentar a sua pratica.

– Mas agora vamos a parte técnica:

O tema é tão fascinante que para se ter ideia essa tecnologia é a mesma usada em SDDC (Software Defined Data Center – datacenter definido por software), levando em conta suas diferenças entre a virtualização para PC´s, e a virtualização para SDDC, pois a virtualização nesses data centers possui muito mais recursos para sua administração.

Mas é fato é que a essência de ambos é a mesma.

Outro detalhe, que a grande maioria dos usuários não sabe, é que esse recurso já é nativo no Windows 10 ® chamado de Hyper-V ® e disponível para uso com apenas alguns cliques.

Além do Hyper-V ®, existem outros players no mercado gratuitos que executam a mesma função de virtualizar. Vamos citar alguns, com seus links pois não é o foco desse nosso conteúdo falar deles de forma específica, nem de como implementar tais players. (“Vamos te dar a vara pronta, mas não vamos te ensinar a pescar”).

Outro player famoso e amplamente usado tanto para PC´s quanto para servidores é o VMware ®. Este além de fácil implementação e administração, possui uma versão workstation voltada para virtualizar PC´s e várias outras versões para servidores como o WMware Server ® e o VMware ESXi ®, ambas versões possuem recursos exclusivos inclusive com seu próprio sistema operacional completamente otimizado para virtualização de servidores de diversas cargas de trabalho e datacenters.

Outro player interessante para experimentar a virtualização de PC´s e também muito usado por ser gratuito é o VirtualBox ® da gigante Oracle ® também de fácil implementação e administração. E finalizando a indicação de players, sugerimos o Proxmox essa por sua vez uma solução Open Source de código aberto e robusta.

 

Tipos de Virtualização

Virtualização de servidores – Nesse modelo de virtualização um servidor físico hospeda vários outros servidores virtuais e a administração de cada servidor é feita de forma centralizada  e independente para cada servidor virtualizado. Para isso normalmente é usada uma ferramenta da própria solução de virtualização que substitui o sistema operacional convencional por um exclusivo e customizado para esse tipo de virtualização denominado hypervisor ou VMM (Virtual machine monitor – monitor de máquina virtual) que permite a monitoria de todos os servidores virtuais de forma centralizada, favorecendo as tomadas de decisão quando necessárias. Ex: aumento de espaço no HD, aumento de memória, implementações e alterações nos serviços ativos e etc…

Virtualização de softwares e aplicativosEsse tipo de virtualização atende a soluções de software que “rodam” em sistemas operacionais específicos e/ou que demandam alguma particularidade exclusiva. Assim se cria um PC ou servidor virtualizado com as especificações necessárias a solução de software e aplicativos. Ex: softwares que rodam em Windows ® e softwares que rodam em distribuições Linux.

Virtualização de PC´s desktops – Esse modelo é muito usual, quando se faz necessário um PC já pré-configurado para determinada demanda para vários usuários trabalharem em um mesmo ambiente. Assim se consegue um padrão para todos os PC´s virtualizados com as mesmas configurações e softwares em comum. Ex: PC´s configurados para cursos de formatos variados. Nesse tipo de virtualização também é possível simular um tablet, ou um smartphone com sistema operacional Android em um PC.

Os facilitadores e os dificultadores da Virtualização

Facilitadores:

– Certamente o mais importante na virtualização é a redução de custos. Pois se consegue em um único servidor físico se ter vários virtualizados rodando diferentes sistemas operacionais e serviços distintos. Isso reduz o TCO (Total Cost of Ownership – custo total de propriedade), pois ao invés de vários servidores físicos, estes seriam virtualizados e se tornariam um só. Mas a esse custo cabe a ressalva do planejamento e execução do projeto de mudança.

Além de outros custos agregados como, redução nas despesas com energia elétrica, refrigeração no caso de data centers, contratos com fornecedores por servidor, redução em todo processo de upgrade de infraestrutura de Tecnologia da Informação.

– Transformar em minutos um servidor físico em um virtualizado.

– Estudar, aprender, e simular um ambiente de rede de computadores com objetivos específicos e variados.

– Ganho em espaço físico, pois se consegue ter toda infraestrutura que seria distribuída para cada servidor e suas aplicações em um único espaço físico e um único servidor.

– Facilidade de gerenciamento pois todos os servidores virtualizados são controlados e monitorados de forma centralizada.

– Políticas de Disaster Recovery (Recuperação de desastres), são muito mais fáceis de serem implementadas, já que com uma cópia (Backup) das pastas onde se encontram as máquinas virtuais e várias features (Recursos) se consegue restaurar rapidamente um PC ou servidor virtualizado em um outro PC ou servidor físico já pré configurado para a virtualização.

– Aumento na produtividade e eficiência da equipe de TI, com a redução de ativos de rede a serem monitorados e gerenciados.

– Já existe o foco por parte dos fabricantes de hardware para atender a demanda de virtualização, a inclusão em seus processadores de microcodes (Camadas de hardware) recursos nativos para a virtualização.

Dificultadores:

– Benchmarks (referências) de desempenho assertivos em relação a serviços que rodam em servidores físicos e em ambientes virtualizados.

– Análise detalhada na relação custo X benefício, pois a infraestrutura de TI atual em relação a uma virtualizada pode exigir investimentos sem compensações, já que ambientes virtualizados requerem grande demanda de espaço em disco, e também grande quantidade de memória RAM. Ambos proporcionais a quantidade de máquinas virtuais que serão substituídas por máquinas físicas.

– Exigência de novas habilidades, recursos e pessoas no gerenciamento de mudança e administração para o novo ambiente virtualizado.

– A segurança também é um dificultador, pois caso o servidor virtual, tenha vulnerabilidades, todas as máquinas virtuais instaladas também ficam vulneráveis. E ainda no quesito segurança, patches (acertos) e updates (atualizações) a serem aplicados precisam ser simulados e aferidos com aprovação em um ambiente de testes para que sua aplicação no ambiente de produção não cause falhas, nem impactos a operação e aos negócios da empresa.

Percebam que os “dificultadores”, fazem referências a ambientes corporativos, onde a criticidade é crucial para a disponibilidade, operação e continuidade dos negócios. E também deixa claro que no caso de uma virtualização pessoal, seja para fins de aprendizado, ou de caráter entusiasta e até mesmo para experimentação as restrições dos “dificultadores” quase não se aplicam.

Portanto, experimente e virtualize !

Windows 10 ®, Hyper-V ®, VMware ® , VMware Server ® , VMware ESXi ®, VirtualBox ® e Oracle ®

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Service Desk – Flechatec