Cloud Computing

 Seu conceito é (computação em nuvem) são recursos de sistemas computacionais mais especificamente armazenamento de dados e serviços de um  data center (um grande grupo de servidores de computador em rede normalmente usados ​​por organizações para armazenamento, processamento ou distribuição remota de grandes quantidades de dados).

Esse modelo, essa forma de operação computacional é definitivamente uma das tendências para as próximas décadas na Tecnologia da Informação assim como o big data, a AI (inteligência artificial), a virtualização e outras.

Atualmente já é bem usual, mas é um tema muito amplo e complexo e que desencadeia em outros vários temas. Mais uma vez poderíamos escrever dezenas de páginas sobre o tema, mas vamos nos ater somente em explanar de forma sucinta, clara e objetiva.

Se você usa algum desses serviços de armazenamento como Dropbox ®, Mega ®, 4shared ® , Onedrive ® , Google Drive ® , ou a suite do Google a G suite ® , já sobre essa suite do Google ®  em breve faremos um post dedicado, tamanha sua dimensão, recursos, e versatilidade, você já usa serviços em cloud (nuvem) e provavelmente não sabia. Isso se deve a transparência, funcionalidade, disponibilidade e facilidade dos recursos dos serviços em nuvem.

Mas isso é do “lado de cá”, pois do “lado de lá ” o conceito e a complexidade é outra. Uma super infraestrutura de servidores e ativos de rede trabalham ininterruptamente com redundância, para que você tenha esses serviços disponíveis 24 x 7 (24 horas pelos 7 dias da semana).

E daqui para frente nesse post é que a “coisa” fica bem mais interessante. Pois existem provedores de serviços dedicados na nuvem que podem perfeitamente substituir toda sua infraestrutura de ativos de rede e servidores de sua empresa, tenha essa estrutura o tamanho, a complexidade e a importância que tiver para seu negócio.

Vamos aos detalhes:

Servidores virtuais – Você pode contratar servidores virtuais ao invés de comprar, instalar, e monitorar os serviços desses servidores físicos alocados dentro de sua empresa, com a facilidade da administração SDDCs (software defined data center – datacenter definido por software) que consiste em um ou mais servidores virtuais que podem ser administrados por software, quanto a espaço em disco, memória, processamento, balanceamento de carga, backup e outros. Tudo isso fica a cargo de alguns cliques. Enquanto se sua infraestrutura é “in loco” e você precisa de mais espaço em disco, ou mais memória no servidor ou outra qualquer mudança necessária, terá vários processos inerentes a necessidade da operação de mudança, como a compra do hardware, a especificação correta, o profissional de TI qualificado a efetuar essa mudança, o dowtime (tempo fora do ar), ou a janela (tempo disponível fora do expediente operacional da empresa), e vários outros processos que podem impactar diretamente nos negócios.

IaaS – (infrastructure as a service – infraestrutura como serviço), esse é muito similar ao anterior, com o o diferencial que pode agregar, roteadores, switches, racks e outros e o valor dos serviços estão relacionados as demandas e a escalabilidade, ou seja você paga pelo que usar ao provedor, caso se faça necessário aumentar os recursos o valor a ser pago também será reajustado.

PaaS – (platform as a service – plataforma como serviço), já esse modelo de serviço na nuvem consiste em uma personalização de uma plataforma de gerenciamento completo, onde sua empresa e sua equipe de Tecnologia da Informação tem um ambiente de criação, alteração, otimização de softwares, desenvolvimento de aplicações específicas e não precisa se ater, nem preocupar com backups, monitoria de carga nos servidores e etc…o foco da equipe é somente usar os recursos, a administração da infraestrutura fica a cargo do provedor dos serviços na nuvem. E o foco desse serviço é a personalização de acordo com as regras e demandas dos negócios.

SaaS – (software as a service –  software como serviço), esse modelo é certamente o mais popular da atualidade, consiste em softwares específicos, seja ERP´s, CRM´s, ITSM´s e outros softwares de gestão instalados em um ou mais servidores que são acessados remotamente pela equipe de TI e outros operadores. Inclusive existem casos em que empresas contratam esses serviços e oferecem a seus clientes no formato birô de serviços. Exemplo: Um software de contabilidade, um software emissor de notas fiscais, um software de gerenciamento de projetos, um CRM, e etc…

BaaS – (backup as a service ou backend as a service – backup como serviço), esse é mais um modelo que está em alta no mercado de nuvem, pois ele provê API´s e SDK´s (parte de aplicações prontas facilmente integradas aos projetos em desenvolvimento) poupando tempo e ganhando em produtividade. E além disso esse modelo também provê opções de backup´s em nuvem com vários benefícios e recursos agregados variando de cada fornecedor.

Modelos de Cloud Computing

Pública – Esse modelo já se explica por si só. Nele tudo fica disponível na nuvem, e TODOS os seus recursos são compartilhados entre vários usuários e operadores ao mesmo tempo e por várias empresas, mas com acessos credenciados por empresa. Pode não ser adequado a empresas que demandam de necessidades específicas, sigilo nas informações e outras demandas próprias.

Privada – Já o modelo de nuvem privada, além de conter os recursos de uma nuvem pública, tem o diferencial de um servidor dedicado e exclusivo para as regras de negócio da empresa contratante, suas filiais e/ou grupo. E somente usuários e operadores credenciados acessam os recursos do servidor. Esses acessos são sempre criptografados e/ou feitos através de uma VPN (virtual private network – rede virtual privada), e por ser personalizado para as demandas da empresa contratante normalmente os provedores não disponibilizam recursos IaaS de customizações nos servidores e ativos de rede. A infraestrutura fica limitada a personalização solicitada. Mas ainda assim a disponibilidade, backups e redundância ficam a cargo do provedor para atender a demanda pré acordada entre a empresa contratante e o provedor contratado.

Híbrida ou Dedicada – Esse modelo de nuvem engloba as anteriores (pública e privada), onde a empresa tem os recursos de ambas a seu dispor. Inclusive com servidores in loco, conectados a outros servidores na nuvem. Isso permite uma vasta gama de possibilidades, como replicação de informações em tempo real ou pré agendadas, recursos de web services (solução de integração de sistemas), pois pode-se ter internamente um servidor com informações sigilosas, e na nuvem  arquivos e softwares de ordem operacional com acessos credenciados únicos e exclusivos da empresa.

Compartilhando nossas experiências de implantação de serviços em Cloud Computing que podem te ajudar a decidir seu modelo

1) Antes de decidir quanto a migração de sua infraestrutura interna para serviços em nuvem, os gestores junto a equipe de TI devem fazer uma analise detalhada em relação ao custo x benefício, criticidade, disponibilidade e outros fatores, pois é realmente uma mudança significativa na infraestrutura e no operacional da empresa, e com tudo na “ponta do lápis”, pode-se chegar a uma conclusão de viabilidade ou inviabilidade por algum motivo e/ou particularidade de acordo com as regras do negócio. Portanto planeje TODA MUDANÇA.

2) Por ser um serviço cujo acesso é exclusivo pela internet, se faz necessário uma política de redundância no link e provedor de internet, pois se algum problema de acesso aos serviços de nuvem forem interrompidos devido a conexão com a internet, o impacto é imediato e direto nos negócios e no faturamento. Com esse detalhe na pauta, já facilita a decisão por qual modelo de serviço de nuvem adotar. Nesse cenário é de suma importância um servidor “in loco” na empresa já pré configurado e totalmente apto a entrar em produção.

3) Mais uma vez gestores e equipe de TI juntamente devem analisar todos os detalhes da contratação dos serviços de nuvem do provedor, assim como optar por provedores de grande porte (não vamos citar nomes, pois não ganhamos por propaganda), com disponibilidade garantida de 99.9% em contrato e suporte 24 x 7. Assim você assegura que a infraestrutura de sua empresa sempre estará disponível para o crucial, que são os negócios.

4) Outro detalhe importante a considerar é o impacto no setor de Tecnologia da Informação, como um todo. Pois a produtividade, os recursos, as demandas, as mudanças, os papéis (pessoas – em acordo com as melhores práticas do ITIL®) serão afetados de forma direta. Inclusive em nossas experiências, tanto como contratante e como contratado certificamos esse impacto de diversas formas evidente.

5) E finalizando, faça a migração aos poucos, por etapas, migrando os setores menos críticos da operação do negócio, como gerências, marketing, vendas por exemplo que normalmente se resolvem com consultas e outros recursos, e posteriormente faça a migração dos mais críticos como financeiro, faturamento, e etc…sempre com o foco na criticidade da mudança em relação a operação da empresa e o negócio.

Dropbox ®, Mega ®, 4shared ® , Onedrive ® , Google Drive ® e G suite ®

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Service Desk – Flechatec