O conceito de ambos

BIOS – Armazenado na ROM (ready only memory), é a sigla em inglês para Basic Input Output System (sistema básico de entrada e saída), e consiste em um chip localizado na placa mãe não-volátil (que não se apaga quando o equipamento é desligado) de gadgets principalmente em PC´s e notebooks que é lido pelo hardware na inicialização do POST (power-on self-test – auto teste de inicialização – instruções definidas no setup do equipamento) sempre que o equipamento é ligado ele executa instruções através de uma camada de baixo nível o assembly (código de máquina mnemônico).

A codificação desses códigos hexadecimais que ao serem executados são interpretados pelo equipamento que executam uma ação determinada pelo código ou apenas uma checagem de integridade (checklists) dos componentes e caso essa checagem encontre algum problema esse será reportado ao usuário com alguma mensagem na tela e/ou sons de bips sequenciais que servem para informar a origem da falha encontrada no POST.

Em termos informais, sempre que se tem uma instrução de automatização a ser dada para uma máquina seja ela qual for, essa instrução será feita através da linguagem assembly. Mesmo que os programadores usem linguagens de alto nível, códigos assembly obrigatoriamente serão embutidos aos usados na codificação.

A comunicação do BIOS com o sistema operacional informa detalhes sobre o hardware aliado aos drivers (camada de software intermediária) que permite a interação do sistema operacional com os dispositivos do equipamento e suas tecnologias. Exemplo: Se o processador é de 32 bits ou 64 bits, que componente está plugado a um slot (encaixe de placas), qual o tipo de memória instalada e etc…

Após feitas as devidas checagens, aí se dá o carregamento do sistema operacional para a memória RAM (random access memory – memória de acesso aleatório) e o equipamento já está apto a operar e o usuário já tem toda sua interação com o equipamento de forma usual.

Elucidando mais um pouco o BIOS, quanto mais moderno ele é mais instruções pré-gravadas ele tem e mais plug and play (ligar e usar) ele se torna. Poderíamos nessa parte desse artigo agregar informações do CHIPSET (chips e/ou circuitos integrados), conhecidos tecnicamente como “ponte norte” e “ponte sul” e também do CMOS (complementary metal oxide semiconductor – semicondutor de óxido metálico complementar) esses componentes se comunicam com o BIOS e juntos gerenciam as tecnologias da placa mãe. Mas isso renderia mais e mais linhas de informações e não é o foco desse conteúdo.

Portanto fica a dica da Flechatec aos aficionados pesquisar sobre o que é, e qual as funções do CHIPSET e do CMOS.

FIRMWARE – Já o FIRMWARE também consiste em um chip que provém de uma camada de baixo nível, e também usa o assembly em seu kernel (núcleo) e possui as mesmas funções do BIOS, só que ele agrega funções de sistema operacional através de softwares embarcados pelos fabricantes em seu código. Esses sistemas operacionais embarcados podem ou não necessitar de drivers para a interação. Isso varia de cada fabricante.

Assim sendo FIRMWARES já permitem uma interação completa do usuário com o hardware através desses softwares que eles incorporam de forma nativa. São amplamente usados em roteadores, televisores, smartphones, máquinas fotográficas, GPS´s automotivos e etc…Exemplo: Quando se faz um acesso a um roteador wireless em sua interface para determinadas configurações o usuário está acessando diretamente o FIRMWARE do dispositivo.

A importância da atualização de ambos

Se você leu esse post até aqui já tem uma dedução óbvia da importância da atualização do BIOS e/ou FIRMWARE !

Com uma atualização de BIOS e FIRMWARE você está atualizando as tecnologias intrínsecas nesses componentes incorporando várias melhorias em relação a integração do componente eletrônico com a placa mãe como um todo, agregando recursos que anteriormente não existiam, aumentando a segurança, reduzindo o aquecimento, promovendo a possibilidade de inclusão de novos componentes mais modernos ao equipamento e mais uma variedade de recursos !

Agora você deve estar se perguntando como efetuar essas atualizações em meus equipamentos. Explicamos:

Antes de qualquer explanação, saiba que esse procedimento de atualização é extremamente técnico e delicado, pois como é um código (programação) escrito dentro de um chip, este será reescrito pela atualização, portanto se faz OBRIGATÓRIO um backup de seu BIOS e/ou FIRMWARE atual, pois se alguma ação der errada no procedimento certamente o equipamento ficará inoperante e inacessível, e somente com a restauração do backup  do BIOS / FIRMWARE anterior é que o equipamento voltará a “vida”. E tecnicamente para essa restauração os procedimentos são extremamente complexos, exigem bastante conhecimento técnico e na maioria das vezes um ferramental específico e/ou também uma regravação externa.

E ainda existem nesses processos vários fatores dificultadores, e citamos alguns:

– Normalmente o processo de atualização primeiro “apaga”, deleta a programação atual do BIOS e posteriormente grava a programação da nova versão. Portanto se algo errado acontece nesse entremeio do procedimento de deleção e gravação do novo BIOS, o equipamento fica inoperante e inacessível (liga mas a tela fica “preta” com sons de bips), conforme já informamos anteriormente.

– As ferramentas para atualizações de BIOS alternativas e as de alguns fabricantes não costumam ter opção de backup que é crucial conforme dito nas linhas acima. Sendo assim se faz necessário alguma forma de backup do BIOS atual seja ela qual for.

– Quanto maior for a versão do BIOS a atualizar, em relação a versão do BIOS atual do equipamento, maior o seu grau de criticidade e as vezes se fazem necessárias várias atualizações sequenciais até que a versão mais recente seja a vigente.

– E por ser um arquivo de natureza binária (código de máquina) extensão .bin, ou .rom e etc…o arquivo requer softwares modernos em assembly que efetue o processo de atualização do BIOS / FIRMWARE com segurança TOTAL, precisão, e sucesso no resultado final, portanto ou a atualização é efetiva, ou não ocorre. Não se tem um meio termo, como acontece em atualizações de softwares e programas.

– Outro fato relevante no processo de atualização é que se momento da atualização a energia elétrica for interrompida nos circuitos eletrônicos por algum motivo de queda de energia, alta tensão, ou sub tensão o resultado é a inoperância do equipamento também como já informado nesse nosso artigo de conteúdo.

Assistências técnicas de serviços de qualidade possuem softwares e ferramentas que restauram o BIOS / FIRMWARE através de softwares e/ou restauram até fora do equipamento, ou seja o chip do BIOS é retirado da placa mãe de acordo com a seu formato seja encaixado somente, seja soldado e etc…e atualizado fora do equipamento por uma máquina de gravação de EPROM (sigla do inglês erasable programmable read-only memory – memória programável apagável somente de leitura) e recolocada no equipamento.

Chips de BIOS

   

Chip de CMOS

Chips de FIRMWARES

   

Chips de CHIPSETS

   

Setup´s com a atualização de BIOS aplicada – antes e depois

Máquinas regravadoras de EPROM – existem no mercado modelos simples, e outros mais modernos e sofisticados

Amibios American Megatrends ® – Award ® – Winbond ® – SMSC ® – VIA ® – Intel ® – AMD ® – Dell Inc ® – EZP2010 ® – RT809F ®

São marcas registradas copyright © e tem todos os direitos reservados.

Service Desk – Flechatec